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Flávia Moreti entra na água para busca de solução de alagamento no Joaquim Curvo

Da Redação
6 minutos de leitura
A prefeita Flávia Moretti visita área alagada no bairro Joaquim Curvo, em Várzea Grande, neste domingo, onde residências foram invadidas pela água após chuvas intensas do fim de semana. Ao dialogar com moradores no local, a prefeita Flávia explicou as medidas emergenciais já adotadas e destacou que a administração municipal trabalha na elaboração de um projeto definitivo de drenagem para reduzir os alagamentos recorrentes na região.[Imagens: Andre luis ]
Última atualização: 08/02/2026 19:08

A prefeita Flávia Moretti vistoria local alagado no bairro Joaquim Curvo e disse, “Vamos elaborar projeto de galeria pluvial para resolver de vez o problema”

Eraldo de Freitas
Da Editoria

As fortes chuvas deste final de semana, em Várzea Grande (MT), causaram bastante desconforto na população do bairro Joaquim Curvo. Diante disso, neste domingo (08/02), a prefeita Flávia Moreti, acompanhada do secretário de Obras Públicas, da Defesa Cívil arrancaram os sapatos e foram conhecer de perto o sofrimento daquela comunidade. O alagamento transformou a rua principal do bairro Joaquim Curvo, em Várzea Grande (que se localisaza na Região do grande Cristo Rei), em um corredor inundado, invadindo casas e afetando o cotidiano de famílias inteiras; o entupimento de uma manilha de drenagem foi apontado por moradores como causa imediata do alagamento, acentuando um problema que ocorre de forma recorrente no período chuvoso anualmente, e que remete a falhas históricas de planejamento e infraestrutura no município. A prefeita Flávia Moretti esteve no local e checou pessoalmente os pontos mais críticos para orientar as ações de resposta da administração municipal, mobilizando equipes da Defesa Civil, do DAE e da Secretaria de Obras.

Em campo, as equipes municipais trabalharam intensamente para liberar as bocas de lobo e reduzir o nível da água acumulada, além de atender às famílias que tiveram a entrada de água em suas residências. De acordo com a prefeita, a atuação emergencial foi necessária para mitigar os efeitos imediatos do alagamento e evitar danos mais graves à população, mas não substitui uma solução duradoura para os alagamentos nesta área da cidade.

Moretti ressaltou que a persistência do problema está atrelada à ausência de um sistema de drenagem pluvial eficiente, que permita o escoamento adequado das águas de grandes volumes de chuva, sobretudo em áreas onde o crescimento urbano ocorreu sem a devida infraestrutura de suporte. Ela anunciou que o governo municipal iniciará a elaboração de um projeto para a construção de uma galeria pluvial com recursos estimados em mais de R$ 1 milhão, articulando com órgãos estaduais e federais para viabilizar a obra definitiva no próximo período de estiagem.

Para muitos moradores, a chuva de domingo foi mais um capítulo de um ciclo de alagamentos que se repete há quase duas décadas. A aposentada Tatiana Sátiro relatou que, “há mais de 18 anos”, enfrenta a chegada da água em sua residência sempre que as chuvas se intensificam, e que a espera por melhorias urbanas é antiga e angustiante. A realidade de famílias como a dela reflete a falta de infraestrutura básica e a vulnerabilidade social diante de eventos climáticos extremos.

A Defesa Civil Municipal informou que permanece em monitoramento constante, avaliando a necessidade de apoios adicionais às famílias e a possibilidade de solicitações formais de reconhecimento de emergência ao governo estadual, o que pode ampliar recursos e assistência técnica. Jovanil Flores, coordenador local da Defesa Civil, destacou que casos de alagamento recorrente demandam uma ação integrada entre poderes públicos e a população, com foco não apenas em resposta, mas também em prevenção.

O secretário municipal de Obras, Celso Luiz Pereira, explicou que a manilha responsável pelo escoamento no ponto crítico tem apenas 40 centímetros de diâmetro, tamanho insuficiente para drenar grandes volumes de água em episódios de chuva intensa, especialmente quando há acúmulo de água que desce de áreas mais altas. A intervenção proposta prevê uma rede mais ampla, rompendo o asfalto existente e ampliando a capacidade de drenagem para evitar eventos semelhantes no futuro.

Dados recentes sobre desastres climáticos no Brasil mostram que eventos de chuva extrema têm se tornado mais frequentes e abrangentes, com grande parte dos municípios brasileiros já enfrentando enchentes e alagamentos em anos recentes. No contexto de Mato Grosso, relatórios oficiais indicam milhares de pessoas expostas a riscos geológicos de inundações, reforçando a importância de políticas públicas preventivas e investimentos em infraestrutura resiliente.

ESTATÍSTICAS

• No Brasil: Entre 2020 e 2023, aproximadamente 8,7 milhões de pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas em função de enchentes e desastres provocados por chuvas intensas — um aumento expressivo frente às décadas anteriores.

Mato Grosso: Mapeamentos recentes identificaram cerca de 11.700 pessoas vivendo em áreas de inundação e risco de alagamento em 27 municípios do estado, incluindo localidades com registros frequentes de cheias urbanas.

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