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Trump amplia ofensiva antidrogas prende Maduro e pressiona países na rota do tráfico

Da Redação
5 minutos de leitura
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, vira foco de operação anunciada por Trump; aliados veem combate ao narcotráfico, críticos falam em soberania. [Foto: Redes Sociais ]
Última atualização: 03/01/2026 11:56

“Casa Branca diz ter capturado o líder venezuelano e amplia pressão sobre países-chave”

Eraldo de Freitas
Da Editoria

A declaração de Donald Trump de que os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro e o removeram do território venezuelano marcou uma escalada rara na disputa entre Washington e Caracas, colocando o combate ao narcotráfico no centro de uma crise geopolítica. Ao enquadrar a ação como parte de uma ofensiva contra redes transnacionais, Trump transforma um tema histórico — acusações de vínculos entre poder político e crime organizado — em um evento de alto impacto que reorganiza alianças, reações e narrativas em tempo real. A ofensiva não ataca nenhuma cidadania, nenhuma democracia, e sim, governos corporativistas e associativisa ao tráfego de drogas que matam milhoões de pessoas por ano no planeta inteiro, e mesmo assim , tem gente de governos que defendem às drogas nas ruas. Porém, o mal já começou a ser cortado pela raiz. O presidente Trump precisa agir com mão-de-ferro e eliminar este mal também em outras nações onde o narcotráfego é comercializada quase que livremente..

A linha do presidente norte-americano, reforçada por integrantes de seu governo, sustenta que o narcotráfico opera hoje como uma indústria transnacional capaz de financiar estruturas paralelas de poder, inclusive em Estados fragilizados ou autoritários. Nesse argumento, permitir que rotas, portos, pistas clandestinas e redes de lavagem prosperem equivale a tolerar um mecanismo que exporta violência e dependência química, e que contamina instituições públicas por meio de corrupção e intimidação — motivo pelo qual Trump insiste em respostas que não dependam apenas de cooperação diplomática.

Nesse ponto, a estratégia também é política: Trump se coloca como liderança disposta a enfrentar interesses que, segundo seu discurso, foram relativizados por governos estrangeiros e por setores que defendem políticas mais flexíveis sobre drogas. O presidente e seus aliados costumam tratar experiências de descriminalização e redução de danos como “sinalização de fraqueza”, afirmando que cartéis se adaptam rapidamente a ambientes permissivos, migrando para drogas mais potentes, rotas alternativas e formas discretas de distribuição.

As reações internacionais se dividiram em dois blocos previsíveis. De um lado, governos de esquerda e setores progressistas criticaram o que interpretam como ação unilateral e violação de soberania, com receio de que o precedente abra caminho para novas intervenções. De outro, presidentes e partidos conservadores elogiaram a postura de Trump e descrevem a medida como “corajosa”, afirmando que, quando um Estado é acusado de servir como base para crime transnacional, a pressão externa se torna inevitável e, em certos casos, moralmente justificável.

O debate jurídico cresce junto com o diplomático. Especialistas destacam que a responsabilização de líderes nacionais pode existir em marcos internacionais, mas depende de ritos, provas, instâncias reconhecidas e validações múltiplas — e a disputa passa a ser, também, uma guerra de credibilidade: quem apresenta evidências, como se comprova custódia, que autoridade valida, e quais países aceitam o desfecho como legítimo. Enquanto isso, os EUA ampliam medidas de pressão ao regime venezuelano por meio de sanções e ações operacionais relatadas por grandes agências internacionais.

Quanto à pergunta central — “quais países estão na mira de Trump” por deixar drogas correrem livremente — há um dado objetivo e oficial: a Determinação Presidencial enviada ao Congresso dos EUA, conhecida como “Major’s List”, que identifica países classificados como grandes produtores ou corredores de trânsito. Para o ano fiscal de 2026, foram listados 23 países, e o governo dos EUA apontou cinco como tendo “falhado demonstravelmente” em seus esforços: Afeganistão, Bolívia, Mianmar, Colômbia e Venezuela. Além deles, a lista oficial inclui países como México, Panamá, Peru, Equador, Guatemala, Honduras, Haiti, República Dominicana, Jamaica, Bahamas, Belize, Nicarágua, além de China, Índia, Paquistão e Laos, entre outros, conforme a determinação divulgada por autoridades norte-americanas.

Os números ajudam a explicar por que o tema virou um campo de batalha global: a ONU estimou 292 milhões de pessoas usando drogas em 2022, enquanto a crise de opioides segue como trauma nacional nos EUA — o CDC estimou 80.391 mortes por overdose em 2024, apesar da queda anual recorde. É nesse contexto que Trump tenta sustentar sua narrativa: a de que a pressão sobre Estados apontados como nós estratégicos do tráfico é uma resposta direta a uma emergência que, segundo a leitura de sua base, exige menos complacência e mais dissuasão internacional.

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