“Programa estadual bloqueia ocupações ilegais, amplia prisões e fortalece a presença do Estado no campo”
Eraldo de Freitas
Da Editoria
A política de enfrentamento direto às invasões de terras adotada pelo Governo de Mato Grosso consolidou, desde março de 2023, um novo modelo de resposta estatal às ocupações ilegais no campo, frustrando 62 tentativas de invasão em 47 municípios. A iniciativa, batizada de Programa Tolerância Zero às Invasões de Terras, atua com ações integradas de inteligência, policiamento ostensivo e repressão imediata, interrompendo investidas antes da consolidação de danos patrimoniais, ambientais ou sociais.
O mapeamento territorial das ocorrências revela que Cuiabá e Santo Antônio de Leverger lideraram os registros de tentativas frustradas, com quatro episódios cada, seguidos por Poxoréu, Chapada dos Guimarães e Cocalinho, com três ocorrências. A distribuição geográfica das ações evidencia que o fenômeno não se limita a áreas remotas, alcançando regiões estratégicas do Estado, o que reforçou a necessidade de uma resposta coordenada e permanente das forças de segurança pública.
A efetividade do programa se reflete na resposta operacional. Ao longo do período analisado, 356 pessoas foram conduzidas às delegacias e 73 armas foram apreendidas, entre armamentos de fogo e objetos cortantes. As ações conjuntas impediram a consolidação de ocupações, reduziram confrontos e reforçaram a presença do Estado em áreas historicamente vulneráveis à ação de grupos organizados, garantindo maior previsibilidade jurídica e segurança aos produtores rurais.
No primeiro ano de vigência, entre março e dezembro de 2023, ocorreu o maior número de investidas, totalizando 29 tentativas frustradas, com 123 conduções e 18 armas apreendidas, sendo a maioria de fogo. O cenário indicava um ambiente de teste por parte dos invasores, prontamente neutralizado pela atuação rápida das forças policiais e pelo uso intensivo de inteligência territorial.
Em 2024, embora o número de tentativas tenha recuado para 19, houve aumento no total de pessoas conduzidas, que chegou a 132, além da apreensão de 37 armas. O dado demonstra que, mesmo com menor frequência de investidas, as ações passaram a envolver grupos mais estruturados, o que exigiu reforço tático, maior integração entre unidades e ampliação do monitoramento preventivo.
Já em 2025, com dados consolidados até o fim de dezembro, foram registradas 14 tentativas frustradas, todas neutralizadas, resultando em 101 conduções e 17 armas apreendidas. A continuidade do programa manteve o padrão de resposta imediata, evitando a reincidência em áreas sensíveis e ampliando a percepção de risco para grupos que tentam ocupar terras de forma ilegal.
Para o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, a queda progressiva das tentativas comprova a eficácia da política adotada. Ele destaca que o sistema de monitoramento permanente, aliado à Patrulha Rural e à cooperação da comunidade, tornou-se um divisor de águas na proteção fundiária. Dados oficiais indicam que áreas com presença contínua de patrulhamento rural apresentam redução superior a 40% em conflitos agrários, reforçando o impacto estrutural da política de tolerância zero.
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