Eraldo de Freitas
Max Russi destaca atuação da Procuradoria da Assembleia e elogia trabalho da Polícia Civil

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio de seu presidente, deputado Max Russi (PSB), declarou nesta quarta-feira (19), em sessão plenária, que acompanhará de perto as investigações e cobrará justiça no caso do assassinato de Emelly Beatriz Figueiredo Sena, adolescente grávida brutalmente assassinada em Cuiabá. A declaração foi feita após visita do prefeito da capital, Abílio Brunini (PL), à Casa de Leis, acompanhado de familiares da vítima. O crime, de extrema crueldade, teve repercussão nacional pela brutalidade com que foi cometido.
Segundo Russi, a Casa Legislativa está unida e não aceitará qualquer possibilidade de impunidade. “Quero dar a certeza e a tranquilidade, por parte do Parlamento estadual, de que nós vamos acompanhar esse caso específico. Nossa Procuradoria estará envolvida e não aceitaremos que não se faça justiça”, afirmou o presidente, reiterando o compromisso coletivo dos parlamentares com os desdobramentos do caso.
A presença do prefeito de Cuiabá e de familiares da adolescente emocionou os parlamentares e reforçou o caráter simbólico do momento. “Vieram até aqui a mãe, o pai, os tios. É uma família humilde, de trabalhadores, que merece nosso apoio irrestrito”, enfatizou Russi. A visita teve como objetivo sensibilizar o Legislativo quanto à necessidade de apoio jurídico, psicológico e financeiro à família da vítima e à criança sobrevivente.
Durante o pronunciamento, Max Russi anunciou que a Assembleia Legislativa, além de acompanhar juridicamente o caso, também disponibilizará um espaço para arrecadação de doações às vítimas indiretas da tragédia. A iniciativa soma-se à mobilização organizada pela Câmara Municipal de Cuiabá, que também está recebendo doações. “Precisamos cuidar da criança e da família. Isso é responsabilidade humana”, declarou.
O deputado também fez questão de elogiar a celeridade com que a Polícia Civil agiu para elucidar o crime. “Quero parabenizar os policiais, o hospital e todos os profissionais envolvidos que, com rapidez, conseguiram identificar os responsáveis. A sociedade precisa ter a certeza de que este caso não ficará impune”, afirmou. O reconhecimento à atuação das autoridades reforça a ideia de um esforço conjunto por justiça.
De acordo com o Atlas da Violência 2023, mais de 4.500 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2022, sendo que, em cerca de 70% dos casos, os crimes foram cometidos por parceiros ou pessoas próximas. Casos de feminicídio envolvendo gestantes, como o de Emelly, são raros, mas apresentam níveis alarmantes de crueldade e impacto social.