Presidente da ALMT cobra apuração rigorosa e reforço na proteção de dados públicos
por Lucy Matos
O ataque cibernético que atingiu a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso e ganhou repercussão pública nos últimos dias passou a ser acompanhado pela Assembleia Legislativa, após declarações do presidente da Casa, deputado estadual Max Russi, que classificou o episódio como preocupante e defendeu uma investigação aprofundada sobre a dimensão dos danos causados ao sistema público. O parlamentar afirmou ter tomado conhecimento do caso por meio da imprensa e ressaltou que a preservação das informações governamentais é essencial para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
Segundo Russi, o episódio desperta preocupação não apenas pelos impactos imediatos na área da saúde, mas também pelos riscos que situações semelhantes poderiam representar caso atingissem outros setores estratégicos da administração estadual. O presidente observou que secretarias responsáveis por áreas como arrecadação tributária, segurança pública e gestão financeira concentram informações sensíveis cuja indisponibilidade poderia gerar transtornos significativos ao funcionamento do Estado. Para ele, o avanço das ameaças digitais exige investimentos permanentes em tecnologia da informação e segurança cibernética.
O parlamentar destacou ainda a importância do trabalho desenvolvido pela empresa pública responsável pela tecnologia da informação do Estado e defendeu que os mecanismos de prevenção sejam constantemente atualizados diante da crescente sofisticação dos ataques virtuais. Na avaliação do presidente da Assembleia, a proteção dos bancos de dados governamentais deve ser tratada como política estratégica, uma vez que a digitalização dos serviços públicos tornou a infraestrutura tecnológica um dos pilares do funcionamento administrativo contemporâneo.
Outro ponto abordado por Russi foi a necessidade de garantir sistemas de contingência capazes de preservar informações mesmo diante de invasões ou falhas operacionais. O deputado afirmou esperar que o Estado mantenha cópias de segurança armazenadas em ambientes independentes, prática considerada fundamental pelos protocolos modernos de governança digital. Segundo ele, instituições públicas e privadas de grande porte normalmente adotam estruturas redundantes justamente para reduzir riscos de perda definitiva de dados.
Durante a entrevista, o presidente também comentou os questionamentos envolvendo eventual impacto do incidente sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia. Sem atribuir relação direta entre os fatos, Russi afirmou que cabe à comissão analisar todas as circunstâncias relevantes ao seu objeto de investigação. Ele observou que, caso algum dado tenha sido comprometido, informações complementares poderão ser obtidas junto a órgãos de controle e instituições que mantenham registros oficiais relacionados aos procedimentos investigados.
Ao tratar da atuação da Assembleia Legislativa, Russi afirmou que o Parlamento acompanhará os desdobramentos do caso e buscará informações técnicas que permitam compreender a extensão do incidente. O deputado também destacou que falhas dessa natureza devem ser comunicadas aos órgãos responsáveis pelo controle institucional, defendendo transparência na condução das medidas corretivas. Para ele, mesmo que ocorrências dessa magnitude possam provocar atrasos ou dificuldades operacionais, não devem comprometer o funcionamento das instituições democráticas nem impedir o avanço de investigações oficiais.
