Lição 7 – 07 a 13 de fevereiro
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 6
Verso para memorizar: “Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4:6).
Leituras da semana: Fp 3:17–4:23; 1Co 15:42-44; jo 14:27; Sl 119:165; Jó 1:21; 1Tm 6:7
A lição desta semana conclui o estudo de Filipenses e está repleta de lições valiosas para a vida diária. Muitos dos altos valores morais que guiaram a vida do apóstolo Paulo são encontrados nos versos finais da epístola. Semelhante aos ensinamentos de Jesus, que focam a pessoa interior, o que Paulo compartilha são segredos para viver uma vida cristã alegre.
Mesmo quando as coisas não acontecem do jeito que planejamos (o que acontece com mais frequência do que gostaríamos), não precisamos ficar preocupados, ansiosos ou desanimados. Em vez disso, podemos recorrer a princípios que nos fortalecem para enfrentar os desafios da vida, permitindo-nos experimentar uma paz interior duradoura que somente Deus pode proporcionar. O presente e o futuro estão em Suas mãos, e Ele supre tudo de que precisamos.
Mais importante: não precisamos colocar nossas esperanças em sistemas de governo terrenos, que frequentemente nos decepcionam. Como cristãos, somos cidadãos do reino celestial de Deus. E com essa cidadania vêm privilégios maravilhosos, e também responsabilidades.
Domingo, 08 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 7
Modelos de conduta
Todos nós, em algum momento, encontramos pessoas que admiramos e queremos imitar. Para as crianças, é especialmente importante que elas tenham bons modelos nos primeiros anos de vida. Geralmente esses ideais são o pai e a mãe. À medida que crescem, elas encontrarão outros modelos, talvez conectados à carreira escolhida ou mesmo em biografias que leram. Elas também podem aprender com a experiência de personagens bíblicos que lidaram com desafios e compará-los com suas próprias experiências de vida.
Infelizmente, a mídia está repleta de maus exemplos. Somos bombardeados com conteúdos sensacionalistas – histórias que exploram os problemas obscenos e a vida caótica de celebridades. Os leitores de Paulo em Filipos, embora obviamente não lidassem com a internet, enfrentaram desafios semelhantes em seu contexto.
O fato é que o mundo em que Paulo vivia era muito corrupto, imoral e maligno, como o nosso hoje. O mal sempre existiu em grande quantidade e continuará existindo até o fim. A questão é: Como reagiremos a isso?
- Leia Filipenses 3:17-19. Como bons e maus modelos de comportamento são descritos nessa passagem? Quais sinais ajudam a diferenciá-los?
Não devemos perder de vista o amor de Paulo para com aqueles de quem ele discorda – ele chora por eles! Observe também que ele não os chama de seus inimigos, mas “inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18). Paulo reconheceu que questões muito maiores estavam em jogo, entendendo que a cruz quebra barreiras e coloca todos no mesmo nível: como pecadores que precisam de um Salvador (Ef 2:11-14).
Além disso, é preciso ressaltar como Paulo exorta os filipenses a se concentrarem nos bons exemplos, não nos maus; a observar cuidadosamente aqueles cujo modo de vida é muito parecido com o dele. Curiosamente, Paulo usa uma linguagem semelhante ao alertar os romanos: “Notem bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que vocês aprenderam. Afastem-se deles” (Rm 16:17). Os enganadores em Roma são descritos como aqueles que “não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre” (v. 18).
Segunda-feira, 09 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 8
Permaneçam firmes no Senhor
- Leia Filipenses 3:20, 21. Como Paulo descreve de forma vívida o significado de “pátria” (NAA) ou “cidadania” (NVI) cristã?
Ao contrário dos inimigos da cruz, que “só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3:19) e têm como deus o próprio ventre, a cidadania do cristão está no Céu, e seu governante é Jesus Cristo. Para reforçar essa ideia, Paulo destaca a necessidade de que “nosso corpo humilhado” (Fp 3:21, NVI), sujeito a doenças, deterioração e morte, seja transformado para se tornar semelhante ao corpo glorioso de Cristo na ressurreição.
- Como os seguintes textos descrevem o estado glorificado?
a) Jó 19:25-27
b) Lucas 24:39
c) 1 Coríntios 15:42-44
d) 1 Coríntios 15:50-54
e) Colossenses 3:4
Por meio de Jesus, a morte, o “último inimigo”, será destruída (1Co 15:26). Essa é a nossa maior esperança, a promessa suprema que temos em Cristo – não apenas o fim da morte, mas um corpo totalmente novo, um “corpo glorioso” (Fp 3:21, NVI).
Em um livro sobre como encontrar “salvação” sem Deus, que argumenta de forma bastante questionável que superar o medo da morte é a verdadeira “salvação”, o autor Luc Ferry reconhece que o cristianismo “nos permite não apenas transcender o medo da morte, mas também vencer a própria morte. E, ao fazer isso em termos de identidade individual, em vez de anonimato ou abstração, parece ser a única crença que realmente oferece uma vitória definitiva da imortalidade pessoal sobre nossa condição de mortais” (A Brief History of Thought [Nova York: HarperCollins, 2011], p. 90). Um reconhecimento notável, vindo de um ateu.
Para Paulo, portanto, nossa cidadania celestial inclui a promessa da ressurreição e da vida eterna – uma nova existência que, por enquanto, mal conseguimos imaginar.
Terça-feira, 10 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 9
Alegrem-se sempre no Senhor
- Leia Filipenses 4:4-7. Como podemos experimentar a “paz de Deus”?
Depois de reforçar a necessidade de unidade (Fp 4:1-3), Paulo introduz um outro tema: alegrar-se no Senhor (Fp 4:4-7).
Quantas vezes você já ficou preocupado com algo que, no fim, desapareceu tão rapidamente como surgiu? Não foi por acaso que Jesus repetidamente nos aconselhou a não nos preocuparmos (Mt 6:25-34; 10:19). Pedro reforça esse princípio ao declarar: “Lancem sobre Ele todas as suas ansiedades, porque Ele cuida de vocês” (1Pe 5:7). Na verdade, o aumento dos problemas no mundo deveria nos encher de esperança, pois indica que a volta do Senhor está próxima (Mt 24:33; Lc 21:28; Tg 5:8).
A maneira de vencer a ansiedade, em qualquer situação, é apresentar tudo a Deus em oração, com fé (Fp 4:6, 7). Devemos confiar que nossas orações já foram ouvidas, mesmo antes de ver o resultado, pois Paulo nos orienta a orar “com ações de graças”. Além disso, ele usa a palavra “súplica” (grego, de?sis), que se refere a momentos de grande necessidade e urgência (Lc 1:13; Fp 1:19; 1Tm 5:5; Tg 5:16). Nossas orações são apresentadas como “pedidos”, mas podemos ter certeza de que foram ouvidas, desde que sejam feitas “segundo a Sua vontade” (1Jo 5:14). Com essa confiança, podemos descansar e ter paz, sabendo que tudo o que colocamos diante de Deus está sob o Seu cuidado.
- Como as passagens a seguir ampliam nossa compreensão sobre a paz de Deus? Sl 29:11; Is 9:6; Lc 2:14; Jo 14:27; 1Co 14:33
A paz de Deus é algo que o mundo jamais poderá oferecer, pois vem da certeza de que recebemos o dom da vida eterna por meio de Jesus, nosso Salvador (Rm 5:1; 6:23). Essa paz transforma todas as áreas da vida e “excede todo entendimento” (Fp 4:7). Ela não pode ser compreendida apenas pela razão, como indica a palavra grega nous (“mente”) usada nesse verso.
Quarta-feira, 11 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 10
Pensem nessas coisas
A paz que excede todo entendimento também “guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Fp 4:7). Nosso interior precisa de proteção. Curiosamente, Paulo usa em Filipenses 4:7 uma metáfora militar ao falar da paz de Deus. O verbo grego phroure? descreve a “guarda” de soldados protegendo uma cidade contra invasões (2Co 11:32; compare com At 9:24).
Outro aspecto essencial da paz interior é viver em harmonia com a vontade de Deus: “Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há nada que os faça tropeçar” (Sl 119:165).
- Leia Filipenses 4:8, 9. Que ações específicas são recomendadas?
Em Filipenses 4:8 e 9, Paulo apresenta uma lista de seis virtudes, seguida por um breve resumo delas e um incentivo para que os crentes sigam seu exemplo. Essa exortação final se encaixa bem no contexto greco-romano de Filipos, em que havia um forte enfoque tanto na virtude quanto no exemplo. No entanto, o destaque está nas virtudes bíblicas, o que fica evidente pela ausência das quatro virtudes cardeais gregas (prudência, justiça, temperança e coragem).
- Verdadeiro – Não por acaso, a lista começa com a virtude central da Bíblia: a verdade, frequentemente enfatizada por Jesus (“Em verdade, em verdade lhes digo”) e em todo o NT (At 26:25; Rm 1:18; 1Co 13:6; 2Co 4:2; Ef 4:15; 1Tm 3:15; Tg 1:18; 1Pe 1:22; 1Jo 2:21).
- Respeitável – O termo grego se refere a uma virtude pessoal (compare com outros usos em 1Tm 3:8, 11; Tt 2:2).
- Justo – Essa virtude é definida pelo caráter justo de Deus (Fp 1:7).
- Puro – Os pensamentos e as ações alinhados com a justiça que vem de Deus pela fé (1Jo 3:3).
- Amável – Refere-se à beleza e harmonia vistas amplamente na criação de Deus.
- De boa fama – Traduzido também como “admirável” (NVT); “amável, cativante e gracioso” (Amplified Bible, Classic Edition).
Para evitar qualquer interpretação equivocada, Paulo acrescenta duas qualificações dessas virtudes: O “que é excelente e digno de louvor” (Fp 4:8, NVT). São essas as qualidades celestiais que devem ocupar nossos pensamentos. Para remover qualquer dúvida ou erro de interpretação, ele chama todos a praticar o que “aprenderam”, “receberam”, “ouviram” e “viram” (Fp 4:9).
Quinta-feira, 12 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 11
O segredo do contentamento
- Leia Filipenses 4:10-13, 19. Que princípios Paulo revela para viver com alegria e contentamento?
Quando passamos por circunstâncias extremas – fome, doença, perdas – começamos a refletir sobre o que realmente importa e a valorizar bênçãos que, no dia a dia, costumamos menosprezar. É nos momentos em que passamos “necessidade” (Fp 4:12) que a fé mostra a sua força.
Nos momentos de “abundância”, devemos sempre lembrar que nada é garantido e que tudo pode mudar num instante (veja Pv 23:5). Jó e Paulo nos lembram: viemos ao mundo sem nada e assim partiremos (Jó 1:21; 1Tm 6:7).
Veja algumas promessas da Bíblia:
- “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23:1).
- “O Pai de vocês, que está no Céu, sabe que vocês precisam de todas [essas coisas]” (Mt 6:32).
- “Lancem sobre Ele todas as suas ansiedades, porque Ele cuida de vocês” (1Pe 5:7).
- “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Fp 4:19, NVI).
E, acima de tudo: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Talvez nunca compreendamos completamente o que significa “tudo”, mas sempre devemos buscar aquilo que está de acordo com a Sua vontade. Muitas vezes, no entanto, nem mesmo pedimos aquilo que sabemos que Ele deseja nos conceder. É por isso que Tiago 4:2 afirma: “[Vocês] nada têm, porque não pedem.”
Aqui estão algumas coisas que podemos pedir com confiança, pois sabemos que estão alinhadas com a vontade de Deus:
- A salvação de um ente querido ou amigo (1Tm 2:3, 4).
- Coragem para compartilhar a fé (Ap 22:17).
- Perdão quando confessamos e deixamos o pecado para trás (1Jo 1:9).
- Força para obedecer aos mandamentos de Deus (Hb 13:20, 21).
- Amor por aqueles que nos tratam mal ou nos rejeitam (Mt 5:44).
- Sabedoria para enfrentar desafios (Tg 1:5).
- Entendimento da verdade na Palavra de Deus (Jo 8:32).
Sexta-feira, 13 de fevereiro
Ano Bíblico: RPSP: 1RS 12
Estudo adicional
“Apenas os que estão recebendo constantemente novos suprimentos de graça terão poder proporcional à sua necessidade diária e à sua capacidade de usar esse poder. Em vez de aguardar um tempo futuro em que, mediante uma concessão especial de poder espiritual, recebam uma habilitação miraculosa para conquistar almas, rendem-se diariamente a Deus para que os torne vasos próprios para Seu uso. […]
“Para o consagrado obreiro, há um maravilhoso consolo em saber que até Cristo, durante Sua vida na Terra, buscava diariamente Seu Pai à procura de nova provisão da graça necessária e saía dessa comunhão com Deus para fortalecer e abençoar outros” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 36).
“Deus fez preciosas promessas para os Seus filhos, sob condição de obediência fiel aos Seus preceitos. Não existe sequer um obstáculo que Ele não possa remover, não há trevas que não possa afastar, fraqueza alguma que seja incapaz de transformar em poder, nenhum temor que não possa acalmar, nenhuma aspiração digna que não possa guiar e fortalecer.
“Não devemos olhar para nós mesmos. Quanto mais demorarmos o pensamento em nossas imperfeições, menos força teremos para vencê-las” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [CPB, 1965], 6 de agosto).
Perguntas para consideração
- Quais orações atendidas mais marcaram sua vida? E as não respondidas conforme o que você esperava? Como, em ambos os casos, você tem experimentado a paz de Deus, que excede todo entendimento?
- Leia Filipenses 4:8. No que você costuma ocupar seus pensamentos? De que forma isso fortalece (ou enfraquece) sua fé e seu relacionamento com Deus?
- O que significa a afirmação: “Quanto mais demorarmos o pensamento em nossas imperfeições, menos força teremos para vencê-las”? Qual é, então, o caminho para a verdadeira vitória?
Respostas às perguntas da semana: 1. Paulo descreve bons modelos como aqueles que seguem o exemplo de Cristo. Os maus têm o apetite como deus e pensam apenas nas coisas terrenas. A chave para distingui-los é observar suas atitudes e onde está seu foco. 2. Ele afirma que nossa verdadeira pátria está no Céu, de onde esperamos jesus. Nossa identidade está ligada a Cristo, não a este mundo. 3. Nosso corpo será transformado em um corpo glorificado, real e incorruptível. Será um corpo semelhante ao de Cristo ressuscitado. 4. Quando entregamos nossas preocupações a Deus, Ele nos dá uma paz que vai além da lógica e protege nosso coração e nossa mente. 5. Elas mostram que a paz vem de Deus, é trazida por Cristo, está ligada à presença do Espírito e se manifesta em meio à confiança e obediência. 6. Devemos pensar no que é verdadeiro, justo e puro e praticar o que aprendemos com Cristo e Seus servos fiéis. 7. Paulo revela que o segredo do contentamento é confiar em Deus em todas as circunstâncias. A força vem de Cristo, e Deus supre todas as necessidades.
(Fonte: CPB)